Osso duro de roer
Não é difícil em nossa rotina diária encontrarmos pessoas engessadas, nas mãos, nos braços, nos pés ou nas pernas, devido à fratura proveniente de alguma queda. Será que as pessoas ficam caindo mais do que nunca ou as suas estruturas ósseas estão mais fragilizadas do que as de nossos avós? Seja lá qual for a situação os fisioterapeutas são agradecidos por terem suas clínicas cheias de pessoas que necessitam de treinos para recuperação da coordenação motora.
Se não podemos evitar uma queda, por atividade esportiva ou acidentes de trânsito ou até mesmo no trabalho, temos na forma como alimentamos a oportunidade de nutrirmos nosso corpo para em eventuais traumas, seja por doenças ósseas ou movimentos anormais, conseguirmos superá-las em tempo hábil.
Uma fratura consolidada pode ser de duas maneiras: fechada, quando há rompimento ósseo sem comprometer o estado da pele, ou exposta, em que ocorre ruptura da pele. Embora essa exija um processo de recuperação mais demorado, ambas provocam dores locais, deformação e incapacidade de movimentação do membro afetado. Para que compreendamos como uma fratura pode ser superada é necessário entendermos de que são compostos os ossos e como são produzidos.
Eles são feitos de tecido conjuntivo resistente, resultado do acúmulo de sais minerais (fosfato de cálcio e carbonato de cálcio) dispersos na matriz orgânica formada por fibras colágenas, glicoproteínas e proteoglicanas. Como a cada dois anos temos um novo corpo, a alimentação é fator decisivo para as devidas reposições dos componentes necessários ao desenvolvimento celular e renovação óssea. Quanto mais corretos forem os hábitos alimentares, melhor o processo de regeneração. Mas se falta um ou mais nutrientes essenciais, a duplicação não acontece com perfeição.
Os ossos se desenvolvem e se moldam devido à ação combinada de duas células, os osteoblastos e os osteoclastos. As primeiras secretam tecidos que endurecem e se transformam em tecido ósseo. As segundas fazem o contrário, erodindo o osso através de reabsorção. Os osteoblastos são mais dinâmicos na produção de tecidos do que os osteoclatos para disseolvê-los, mantendo certas partes do corpo com sua forma básica na medida em que crescem.
No processo de recuperação da fratura, o organismo tem procedimento similar: resulta das atividades dos osteoclastos, que originam o periósteo e o endósteo, membranas conjuntivas que promovem as ossificações intramembranas e endocondral, num processo que produz uma massa de cartilagem hialina, uma estrutura que forma o “calo ósseo” constituído por tecido ósseo neoformado.

Conhecimento fisiológico a parte, a saúde dos ossos está interrelacionada com o regime alimentar da pessoa. Deve-se evitar a combinação de alimentos que comprometam a absorção do cálcio, por exemplo, ao beber café com leite, a cafeína dificulta a absorção dos fosfatos e carbonatos de cálcio, além aumentar as suas eliminações pela urina.
Também ignore aqueles que eliminem o macromineral do nosso organismo (é o caso dos refrigerantes do tipo cola que contém como aditivo o ácido fosfórico que reage com o cálcio dos ossos). Além disso, podem-se consumir comprimidos naturais com cálcio e no caso de dores, fazer massagens locais com gel natural de babosa.
Bibliografia
Alimentos Saudáveis, Alimentos Perigosos – Rio de janeiro: Reader’s Digest do Brasil Ltda, 2003;
Corpo Humano – Ciência & Natureza – Rio de Janeiro: Abril Livros, 1995;
SARDELLA, Antônio – Química – volume único – São Paulo: Ática, 2005;
SÍDIO, Machado – Biologia: De olho no mundo do trabalho – volume único – São Paulo: Scipione, 2003.




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